Influência da assiduidade no processo de ensino-aprendizagem no ensino Politécnico. Situação e estratégias no Instituto Politécnico da Guarda IPG-Portugal
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Universidad Tecnológica de Panamá
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Um dos grandes desafios dos estudantes do ensino superior, em particular aqueles cujas bases de formação ou a motivação vocacional não se encontram consolidadas, é encontrarem equilíbrios entre as suas apetências formativas, os conhecimentos e capacidades detidas, a descoberta de maior autonomia individual, a integração numa nova comunidade, as novas relações com a Escola e meio exterior e a melhor forma de se automotivarem. Face a esta situação, bem como a outras a que são confrontados durante o período de aulas, os estudantes acabam por gerar situações de desmotivação, por vezes associando alguma ansiedade e inadaptação funcional/organizacional que induz à falta de assiduidade e perturbam o processo de ensino-aprendizagem e, consequentemente, o sucesso escolar e/ou abandono escolar. Verificando-se que este problema ganha significado no ensino superior e gera efeitos perniciosos nas instituições de ensino, torna-se determinante conhecer as causas de falta de assiduidade e indagar sobre as metodologias e estratégias de integração dos estudantes. Neste âmbito, desenvolveu-se no Politécnico da Guarda (IPG), por via dos Conselhos Pedagógicos, auscultação dos alunos e outras fontes de informação, a identificação das razões da não assiduidade e insucesso, bem como de condições e estratégias que possam qualificar as práticas e incremento do sucesso nas aprendizagens. De acordo com os dados recolhidos, podem-se estruturar os aspetos de falta de assiduidade em torno dos alunos, professores e condições organizacionais. Verificam-se em termos de alunos problemas associados ao background formativo, motivação de frequência do curso e metodologias de organização do trabalho/estudo que, relacionados com alguma falta de maturidade conduzem ao absentismo, a interesses divergentes dos escolares e ao abandono. Em termos docentes, assinalam-se práticas pedagógicas pouco cativantes, insuficiente operacionalização de metodologias mais práticas, com aplicação e estudo de casos, exploração de conteúdos ou desenvolvimento de trabalhos. Em termos organizacionais a dimensão das turmas e a estruturação de horários são assinalados como críticos.
